O atraso do vôo Moscou-Varsóvia impediu a publicação ainda nesta 3ª feira (13/10) das notícias do último dia de visitas técnicas na Rússia e o relato da chegada da delegação da VTI ABAD 2009 à Polônia. Pelo computador, usando o Skype, o editor da Revista Distribuição, Cristiano Eloi, deixou gravado esse breve depoimento. E avisou que postará as notícias sobre o final da visita em Moscou e o primeiro dia de visitas técnicas na Polônia até o fim da 4ª feira (14/10). Acesse e ouça (tempo: 2 minutos e 8 segundos).
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Por dentro do Metro II
Por dentro do Metro I
A 2ª feira (12/10), feriado de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, foi um dia de muito trabalho para a delegação da VTI 2009 em Moscou. A visita ténica a uma das lojas do grupo Metro na capital russa foi muito proveitosa. A empresa está presente em 32 países da Europa – entre eles a Rússia e a Polônia –, África e Ásia, empregando 300 mil funcionários de 150 diferentes nações.Confira mais informações no site mundial do Metro (em inglês).
Sortimento e organização
Um dos maiores grupos varejistas do mundo, o Metro tem 50 lojas de cash & carry na Rússia e não planeja abrir novas lojas no final deste ano e em 2010. “As vendas diminuiram com a crise financeira internacional, mas estão crescendo aos poucos”, disse o Customer Consultant da Metro, Efim Vasilyev.
As unidades atendem somente pessoas jurídicas que possuem o cartão da loja com a sua foto impressa. Mais de 20 mil itens são oferecidos em 10 mil metros quadrados de espaço. As lojas são bem abastecidas, bem iluminadas e com sortimento. Comercializam ferramentas, equipamentos eletrônicos, lavadoras de roupas e outros produtos de valor agregado.
Saindo do fundo do poço
A crise mundial atingiu algumas empresas mais que outras, na Rússia. O grupo Mosmart foi um deles. Apesar da dívida acumulada de 308 milhões de dólares (cerca de 545 milhões de reais), os executivos da companhia se dizem otimistas para enfrentar o desafio de reequilibrar as finanças, “Até o final do ano, as lojas terão o dobro dos produtos que têm hoje. Vamos pagar os fornecedores e queremos que os consumidores voltem a comprar conosco”, disse o CEO Vitaliy Podolsky durante o encontro com os participantes da VTI ABAD 2009 no escritório central do grupo, situado a 40 quilômetros do centro de Moscou.
A situação econômica na Rússia piorou devido à crise financeira mundial iniciada em setembro do ano passado, mas já vinha enfrentando solavancos por causa da transição do período socialista para a economia de mercado. De acordo com os russos, as pessoas se acostumaram a ter o governo como fornecer e provedor de serviços, sendo que o capitalismo gera competitividade, diferenças e abismos sociais – especialmente se não existir disposição para o trabalho.
“Na Rússia, nada é normal nos últimos 150 anos”, afirmou Podolsky. O executivo revelou ter iniciado a recuperação após firmar contrato com o maior banco do país. Na primeira etapa do trabalho, o objetivo é tentar a reestruturação fazendo com que os fabricantes forneçam mercadorias para abastecer as gondolas – acreditando que receberão por isso algum dia. “Vamos fazer uma campanha publicitária, a partir de novembro, para trazer os consumidores de volta. Em seis meses, acredito que contaremos uma história bem sucedida”.
“Na Rússia, nada é normal nos últimos 150 anos”, afirmou Podolsky. O executivo revelou ter iniciado a recuperação após firmar contrato com o maior banco do país. Na primeira etapa do trabalho, o objetivo é tentar a reestruturação fazendo com que os fabricantes forneçam mercadorias para abastecer as gondolas – acreditando que receberão por isso algum dia. “Vamos fazer uma campanha publicitária, a partir de novembro, para trazer os consumidores de volta. Em seis meses, acredito que contaremos uma história bem sucedida”.
A coisa tá russa
Mesmo com o trânsito carregado seguimos para a loja de Mosmart - uma rede varejista indepedente que opera 23 lojas na Rússia e 4 lojas em Moscou -, no distrito de PodMoskva. A loja tem 6,5 mil metros quadrados, 70 mil itens no mix e produtos variados, sendo 60% da venda no setor de alimentos. A loja estava indo bem até a crise financeira mundial abalar a economia russa e atrapalhar o consumo no país. Anteriormente, o faturamento chegava a casa dos 10 milhões de rublos diariamente. Após a crise a receita despencou para 30 mil rublos diários.
“Tinhamos 4 mil clientes por dia e na semana passada inteira tivemos 2.500 compradores.”, disse a Senior Manager for Import Products da empresa, Irina Markovich. A loja quase foi quase a falência no inicio de janeiro, quando decidiu não honrar os compromissos com os fornecedores e privilegiou o pagamento aos bancos. O resultado veio rápido. As mercadorias pararam de chegar e as gôndolas ficaram desabastecidas, o que afastou os consumidores. “Há dois meses a loja estava praticamente vazia devido a crise financeira, mas estamos nos recuperando”, afirmou Irina.
Chuva e trânsito
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